Lugar errado
Onde viemos parar?
Não percebi a fenda do tempo romper a ordem dos fatos. Não vi ninguém gritar ou cair.
Não senti nenhum ar gelado em meio ao verão. Sequer notei uma nova versão dos livros sagrados.
De repente topamos na esquina de uma nova dimensão. Uma imensidão inalterada de prédios e gente rasa.
De repente concordamos com o caos suspeito. E suspeitamos da dor franzina no fundo do peito.
Onde viemos parar?
Não sei.
Mas sei que não é esse o nosso lugar.
Escrito em 1º de abril de 2020.