Poste agora
Poste agora. Chore à noite. Enxugue o rosto
E sinta o desgosto de uma mentira que não engana mais.
Poste agora. Viva o sonho. Sepulte o grito
E expulse o desespero maldito de uma vida que não respira mais.
Poste agora. Poste depois. Poste para sempre
E esqueça de morrer.
Embora já esteja morto o dedo torto que tateia o óleo dessa tela pobre.
Escrito em novembro de 2019.