Quem não quer?
Eu quero. E quem não quer? Quem não quis? A ideia acalma. Alivia. Mas assusta. Apavora. E soa mal. Você não quer? Há de querer. Como eu sei? Ora... Eu quero e eu sei. Mas não pra sempre. Quero agora. Por pouco. Ou por muito. E quem não quer? Quem não quis? É tentador. É simples. É fácil. Mas difícil. Apavora. E soa mal.
Não me decido. Não sei se resisto ou cedo à tentação final.
E assim acaba o teste da felicidade para quem vive imerso na melancolia abissal. Sem resultados. Porque não há relatos. Há apenas os fatos. E uma incerteza cruel.
Será que eu quero? E quem sabe o que quer? Quem soube algum dia?
Não me decido. Não sei se resisto.
Cedo.
E ponto final.
Escrito em 10 de abril de 2020.