[...]
Qual foi o meu erro? Existir? Não sei. Sei apenas do erro constante que me guia e me consome. Sei das paciências que esgoto, dos esgotos que contamino, dos egos que trucido.
Qual foi o meu erro? Insistir? Continuo sem saber. Sei apenas do erro berrante que me derruba e me acorrenta. Sei das aparências que borro, dos borrões que assusto, dos sustos que entrego.
Qual foi o meu erro?
Talvez nenhum. Aposto as minhas fichas no universo. No mercenário do acaso. No feliz aniversário nunca entregue. No choro alegre que tive de engolir.
Qual foi o meu erro?
Talvez nenhum.
Mesmo assim, decido depositar mais algumas fichas em mim mesmo. Nos passos que dou a esmo. No remo que eu deixo cair e afundar.
Escrito em uma data incerta.